16 de dezembro de 2011


A paciência que me falta
Cabe no espaço do dia que esgota com a luz
Amor infinito
Que cansa, descansa e assusta
Preciso aprender como chegar tão alto
Sem cair

15 de dezembro de 2011


E ao passo do compasso dos dias meus
Eu vejo correr longe o temor
Do escuro
Ando a passos largos da solidão
E ao alcance das mãos
O amor

7 de dezembro de 2011



Seguindo meu ritmo
Aquele que nasceu com ele
Me eleva
E de quebra, enleva
Eu dito minhas regras
São minhas
Tão puras
Imaturas
Meu jeito
Defeito?
Errado é não aprender
Erra é se abster
Eu vivo!

24 de novembro de 2011

Norte?


Teimo em sentir. Sentir tudo. Sentir muito!
Quero abraçar o mundo, mas meus braços só alcançam um vazio que não aquece.
Não vou falar de amor. Não vou falar de dor. Não quero falar só. Deixo para lá as palavras, agarro com ardor as letras. Contradição?
Até onde este novo caminho me levará?
Já não penso, já não ouço, levo os trancos devagar.
Sou da contradição. Sou da constante inconstância. Não há, portanto, certeza ou garantia.
Para onde olho vejo distância. É só hoje?
De tanto tentar fiquei tonta.
Eu sei que devo ir. Estarei pronta?

21 de outubro de 2011

Do fim da espera.



E eis que apareces como que trazido por uma brisa.
Dentre todos, diferente.
O silêncio no burburinho. Paz.
Um sorriso que disse qualquer coisa initeligível.
E um olhar que não podia ser decifrado.
Mas, como veio, foste.
Foste ao céu e eu, sem ter o que fazer, deixei-me ficar. Paralisada, coberta por tua presença, sem margens.
Voltaste. E consigo trouxe outra vez o silêncio. Mas esse dizia algo, algo que me fez aproximar, para tentar entender.
Entre surpresas delicadas e emoções inesperadas ficamos. O dia vinha...
Algo de inquietante me intranquilizava, fervia.
Foi aí que tudo aconteceu! O silêncio de outrora tornou-se confissão. E as horas passaram a ser contadas, sempre, desde a última vez até as próximas.
Como que encantada permaneci. Por quatro infinitos dias; onde a vida inteira se justificou.
E... desde então não mais atendo pelo nome. Depois de tantos outros dias eternos podes chamar-me apenas: TUA.

23 de setembro de 2011



Acho que você é a história de amor que eu criei pra mim e que, de repente, aconteceu.

20 de setembro de 2011

Do desejo.



Existe a noite, e existe o breu.
Noite é o velado coração de Deus
Esse que por pudor não mais procuro.
Breu é quando tu te afastas ou dizes
Que viajas, e um sol de gelo
Petrifica-me a cara e desobriga-me
De fidelidade e de conjura. O desejo
Esse da carne, a mim não me faz medo.
Assim como me veio, também não me avassala.
Sabes por quê? Lutei com Aquele.
E dele também não fui lacaia.


Hilda Hilst